Mogi das Cruzes. Reconhece ?

Mogi das Cruzes. Reconhece ?

Sempre fui um colecionador iconográfico, principalmente da minha história. Quando entrei nas redes sociais descobri um universo de possibilidades e com uma fan page do Colégio de Arquitetos, por meio das imagens rapidamente cheguei a 150.000 amigos. Hoje somando todos os perfis tenho aproximadamente 200.000 amigos.

As imagens postadas no CDA eram de arquitetura, de lugares e também de gente. Tenho um Post que tem mais de 16.000 compartilhamentos e mais de 1000 comentários e um sem números de curtir e eu aprendi um pouco de redes sociais.

Já no meu perfil fazia brincadeiras com uma cidade fictícia chamada Taia, onde lá tudo acontecia de engraçado até que postei uma foto antiga de Mogi das Cruzes do meu arquivo e vi a quantidade de comentários saudosistas que me tocou.

Comecei a postar fotos da cidade e a cada uma dela, a quantidade de comentários e conhecimento sobre a cidade que eu não conhecia ou mesmo tinha me esquecido. A partir daí decidi que tinha que abrir o meu arquivo para conhecer mais sobre as imagens que tinha.

Mogi das Cruzes, reconhece ?.

É uma pergunta para que possamos aprender um pouco mais sobre a imagem postada e para que em um futuro breve alguém compile as histórias contadas.

Desde 2011 venho postando e entre os desdobramentos de cada imagem descobri também que este saudosismo de uma cidade que não volta também é uma vacina contra a perda de identidade. A cidade cresceu e esta se modificando e as nossas referencias estão cada dia diminuindo. Postando imagens do passado, é como uma volta no tempo.

As melhores histórias são quando eu posto a Igreja do Rosário que uma multidão lembra da campanha “ Dei ouro para o bem do Brasil” e também o crime da igreja que aparece em muitas fotos antiga ser demolida e transformada em um prédio comercial. A outra imagem que sempre faz sucesso de comentários e compartilhamento é as fotos da escola Washigton Luiz, onde até encontro acontecem em decorrência das imagens que rodam pelas redes sociais. O mesmo aconteceu com a turma da OMEC que também já fizeram confraternização.

Sempre sou cobrado por não identificar as fotos, mas descobri uma riqueza em não comentar nada e deixar que os amigos do face descubram por sua conta, por isto gera histórias fantásticas que estavam adormecidas e esquecidas. Já disse em reunião da Secretaria da Cultura que as fotos que são do acervo histórico eu só vou identificar quando a Secretaria tiver um site com todas as fotos do acervo. Até lá nada de identificação.

Já fui convidado para participar de vários livros, que no momento não estou muito preocupado, pois existe um plano maior que é o Museu da Memória. E por falar em Museu, o nosso Museu de Artes nasceu de uma foto que postei em 2011 e agora estamos aguardando as reformas para a exposição no prédio da Vivo.

Eu tinha umas 20.000 fotos e a partir do momento em que resolvi abrir o meu acervo para o mundo virtual, acabei ganhando mais umas 10.000 fotos, pois sempre recebo álbuns e fotos de amigos que querem que eu publique, pois sempre dá comentários e compartilhamentos.

No meu perfil pessoal vejo como Hobby, embora sempre faço uma reflexão sobre o que vou postar e o que vou escrever.

Meu desejo é que as pessoas viagem no tempo e que só lembrem de coisas boas. Recordar é viver.

Paulo Pinhal.

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