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Caminhando por Mogi
Olá, sejam bem-vindos a Mogi das Cruzes! Nossa jornada de hoje nos levará por um passeio pelo centro histórico, desvendando as marcas da presença negra na construção da identidade mogiana.

Antes de iniciarmos nosso passeio, é fundamental reconhecer que, muito antes da chegada dos colonizadores, esta terra já pulsava com a força e a sabedoria dos povos indígenas, os verdadeiros donos desta terra. A história de Mogi se entrelaça com a história de luta e resistência dos povos originários, e carregamos essa herança em nosso solo.
Conforme caminhamos pelas ruas de paralelepípedos, observem as construções ao redor. Imaginem o suor, a força e a habilidade das mãos negras que ergueram cada tijolo destas casas, igrejas e monumentos. A mão de obra escravizada africana foi fundamental para o desenvolvimento econômico de Mogi, impulsionando, em especial, os ciclos do café e da cana-de-açúcar.
Adentrando o centro histórico, podemos observar casarões coloniais que testemunharam o trabalho doméstico realizado por homens e mulheres negras. Imaginem as histórias que essas paredes guardam: alegrias, tristezas, cantos de trabalho e de esperança sussurrados em idiomas trazidos de terras distantes.
A resistência negra também se manifestava de diversas formas. A fuga da escravidão e a formação de quilombos foram atos de coragem e busca por liberdade. Aqui em Mogi, a Serra do Itapeti guarda a memória do Quilombo , um símbolo da luta contra a opressão.
Ao longo do caminho, encontraremos igrejas que, apesar de representarem o poder religioso da época colonial, também.


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Originais do CECAP
O CECAP teve o seu encerramento em 20 de abril de 2020.
No entanto o trabalho que desenvolvemos nos campos das artes ainda ecoam. Deixamos muitos órfãos que tinha o CECAP como referência cultural.
Dentro do universo das artes, a música foi fundamental com o Sarau do CECAP que este ano completaria 12 anos de atividades. Neste período assistimos muitos talentos que estavam adormecidos ou esquecidos.
Por conta do isolamento social dificultou muito as atividades de alguns músicos e como transformar estes talentos em algo que possa melhorar o astral dos simpatizantes e ao mesmo tempo ser solidário com quem esta passando necessidades. Pensando nestas questões é que estamos lançando o Projeto Originais do CECAP.
Originais do CECAP
São músicos e cantores que participaram dos Saraus nos últimos anos.
Os músicos são:
Edilson na sanfona;
Gerson Meirelles na Percussão;
Borja no violão;
Valter no pandeiro;
Regina Pinhal na Voz
e participação da dupla sertaneja Carlos e DAVI
A proposta é fazer a live (Ao vivo), arrecadando recursos para ajudar os músicos e também as pessoas que estão passando por necessidade.
Quer comprando cesta básica ou crédito de celular para estudantes da periferia poder acompanhar as aulas que atualmente estão sendo feitas a distancia.
Assista a live e ajude o próximo.
Vamos ajudar ?
Para doar R$ 5,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 10,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 20,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 50,00 Clique no botão abaixo
Para doar outro valor entre pelo whatssapp 11 9 7371 – 0471 que passamos o número a conta.
Você doando, estará ajudando artistas e as pessoas que precisam.
Forte abraço e esperamos que gostem da live.
O CECAP– Centro Cultural Antonio do Pinhal, entidade sem fins lucrativos, que vem nos últimos anos acumulando dificuldades financeiras, por ser um Território Cultural Independente, e que já esteve no final de 2019 preste a encerrar suas as atividades.
Por conta da nova ordem imposta pela Pandemia, que torna difícil a manutenção das suas atividades, pois as aulas de danças são atividades de contato e o tradicional Sarau tem em sua maioria a participação de pessoas que estão no grupo de risco de contaminação.
Por estes motivos e sem receita para manter o básico das atividades, resolvemos encerrar as atividades físicas do CECAP.
Acreditamos que o CECAP, fundado em 2006 serviu para o seu propósito, pois foi palco para vários artistas de todas as áreas: Esculturas, Pinturas, Poesias, Músicas, Teatro, Exposições variadas e Fotografias e descobrir talentos nos Saraus.
Serviu também para criar a Associação Pró Museu que desencadeou campanha resultando em nosso atual Centro Cultural de Mogi das Cruzes e em nossa Pinacoteca.
Encerramos de cabeça erguida por durar 13 anos e não usar dinheiro público.Nossos agradecimentos a todos aqueles que ajudaram a manter acesa a chama do CECAP.
O CECAP passa a ser virtual pelo endereço www.pinhal.org, onde serão registrados todos os eventos que ocorreram no período de 2006 a 2020.Gratidão a todos.
Paulo Pinhal
Curador do CECAP
Visando ajudar a situação econômica do CECAP, vários amigos e parceiros tem nos ajudados dentro de suas modalidades.
Estamos com um Bazar Solidário, Bingo, Oficinas e entre as atividades a Corrida Solidária pela Cultura.
Sob o comando do Grupo Motivação Taia , promove no próximo dia 15 de dezembro a partir das 8h00 no Centro Esportivo de Taiaçupeba corridas e caminhadas alem de outras atividades conforme segue:
Corrida de 5 e 10 Km. (Terra)
Corrida Kids
Danças
Músicas
Capoeira
Futebol
Espaço para confraternização de equipes
Espaço para Piqueniques
Praça de Alimentação
Será um evento até 17h00.
Estacionamento no SAT.
As ações da corrida ajudará a manter acesa a chama da cultura que existe no CECAP.
Correndo pelo CECAP
Dia 15/12/2019 – domingo das 08:00hs às 17:00hs.
TROFÉUS PARA GERAL E CATEGORIA 1º AO 3º MASC/FEM
Troféu para maior equipe
Corrida – piso rústico – 5 km – 10 km
R$ 45,00 sem camiseta + 1 kg de alimento
R$ 55,00, com camiseta + 1 kg de alimento
Caminhada 5km, com camiseta R$ 30,00 + 1 kg de alimento
Corrida kids, com medalha especial GRATUITA + 1 kg de alimento
Local de largada: Centro Esportivo de Taiaçupeba.
Cortesia para Equipes e Assessorias.
Para cada 10 inscrições pagas + uma gratuita.
Além da corrida haverá varias apresentações esportivas e culturais:
Capoeiras, Apresentação de Dança, Música, Praça de Alimentação e disputa da semifinal de futebol Copa Falcão.
Contato com Administrador Grupo Motivação Taiá.
Elias Lourieri – WhatsApp 9 9543 8010
Para melhores informações ou inscreva-se no link a seguir:
https://grupomotivacao-taia.business.site/
Localização pelo google maps https://www.google.com/maps/place/Centro+Esportivo+De+Taia%C3%A7upeba/@-23.677753,-46.1843814,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x94cde043ab64c443:0xbb23c4ba0ccf39ca!8m2!3d-23.677753!4d-46.1821927
O CECAP vai fechar…
O CECAP – Centro Cultural Antônio do Pinhal, Fundado em 2006, nunca teve ajuda financeira Municipal, Estadual ou Federal.
As Leis de fomentos além de engessadas não colaboram para que as atividades plenas possam ser aplicadas. São dribles ou mentiras de documentos para justificarem para o Tribunal de Contas as despesas.
Parece que o Poder Público esta ajudando, quando na verdade esta priorizando algumas atividades e criando dependências para quem se beneficia do dinheiro público.
O CECAP sempre apostou na autossustentabilidade. Todas as atividades desenvolvidas ao longo dos 12 anos ocorreram por conta das próprias atividades que são desenvolvidas e algumas delas atualmente com a concorrência desleal da Prefeitura que oferece cursos similares gratuitos para todos os cantos.
Hoje tivemos o Sarau do CECAP, atividade gratuita que existe há 11 anos e que nos motiva a continuar e para a minha surpresa, uma Professora Aposentada tirou da carteira R$ 50,00 e me deu dizendo que era para ajudar nas despesas.
Confesso que fiquei emocionado, pois mesmo tentando recusar a oferta, ela me fez ver que era um processo natural pelo fato de estar ajudando quem ajuda a promover a cultura.
É claro que com o gesto dela, me fez ver também que muita gente quer ajudar o CECAP e não sabe como fazê-lo. Acho que neste ponto, venho sendo egoísta de segurar todas as despesas sozinho, uma vez que o CECAP já é um Território Cultural da cidade e deve ter a participação da sociedade.
Prometo que daqui pra frente vamos criar oportunidades para que as pessoas possam ajudar o CECAP e que possamos voltar a criar atividades que ajudem o crescimento cultural de cada um. E vamos torcer para que o CECAP não feche.
Abraços.
Paulo Pinhal.
Nova York
Em 1998 pouca gente tinha celular, o que tínhamos era “pager” com números para ligar pelos telefones públicos. Nas Visitas Técnicas Arquitetônicas promovida pelo meu escritório tínhamos apoio, mas a comunicação era difícil.
A Karine, filha de uma severa Promotora Pública de São Paulo foi pela segunda vez na Visita Técnica. Ela arrumou um namoradinho e como falava bem o inglês, deu um jeito de sumir do grupo num Mall em New Jersey.
Depois de todo o grupo procurar por toda a parte, voltamos para o Hotel e ela estava lá. A Ana Sandim que também estava nesta viagem deu a maior dura e o grupo acabou dando uma gelada nos dias seguintes. Foi um episódio estressante.
Três meses depois, já no Brasil, recebo um telefonema da mãe da Karine. Neste momento, minhas pernas tremeram e pensei. Acho que deu zebra, a menina fujona deve estar grávida, mas agüentei firme e escutei do outro lado do fone a mãe Promotora Pública.
– Professor Pinhal! (Eu, tremendo): A Karine foi fazer uma entrevista para estágio e as Visitas Técnicas à Nova York foram um diferencial para a sua colocação. Gostaria de agradecer e pedir para o Senhor nunca deixe de fazer as Visitas Técnicas.(ufa !).
Depois deste episódio, fiquei animado e promovi Visitas para Paris, Barcelona, Cuba e para várias cidades brasileiras, sempre levando alunos.
Peregrinação no Deserto do Sinai
Estava eu e o Arquiteto Gil Nóbrega atravessando o Deserto do Sinai. Tínhamos saído do Cairo e o nosso destino era Jerusalém. Estávamos com batedores do exercito, pois os Fundamentalistas egípcios estavam matando turista. A aventura corria.
No meio do caminho ficamos sabendo da morte do Primeiro Ministro de Israel, o Yitzhak Rabin, General e político que tinha sido assassinado por um Israelense. Menos mal, pois não eram os Árabes e os conflitos no Oriente Médio em 1995 estavam em compasso de espera de acontecer alguma coisa.
Pelo motivo do assassinato do Primeiro Ministro, Jerusalém foi fechada e tivemos que ir para um hotel em Tel Aviv. Experiência fantástica, mas é outra história.
Vi o nosso guia com um jornal escrito em Árabe e a foto do Yitzhak Rabin noticiando o ocorrido. Achei interessante ter aquele jornal como documento e perguntei ao guia como poderia comprar o periódico. Ele disse que era distribuído e que assim que estivesse lido ele me daria o jornal.
Ele me entregou o jornal sob os olhares dos companheiros de viagem. Eu como não entendia nada de Árabe, mas de semiótica, procurei tentar entender aqueles rabiscos para ver se conseguia desvendar alguma coisa. Minha postura parecia que eu estava lendo.
Combinei com o Gil de alugarmos um automóvel e ir até Jerusalém, pois meu argumento era que estávamos vivendo um momento histórico. Muita gente perto escutou o que tinha falado e a noticias se espalhou.
Estava no quarto do Hotel, quando o Gil me avisa para descer no Lobby do Hotel, pois todo mundo queria ir com o “ Professor” que falava 6 línguas, que entendia Ebraico, Árabe, Francês, Inglês, Italiano e Português e que ele levaria todos para conhecer Israel. Tudo isto por conta do episódio do jornal que estava tentando decifrar.
Minha surpresa, quando abri a porta do elevador, uma senhora já pulou pra cima de mim e disse: – Professor eu quero ir no Rio Jordão!
Meio assustado com o número de pessoas me perguntando sobre passeios, eu disse que havia algum engano, pois eu não sairia do Hotel para levar grupo algum. Decepção de alguns, pois já falavam que comigo seria muito mais barato.
No dia seguinte, esperamos faltar uns 15 minutos para encerrar o café do hotel, descemos. As pessoas já tinham comprado pacotes das agencias local. Eu e o Gil alugamos um carro e não conseguimos entrar em Jerusalém, pois a cidade continuava fechada.
Esta história continua até a Faixa de Gaza, mas também é outra história.
No editorial de domingo, dia 17 de setembro de “O Diário” fala sobre a manutenção de Mogi das Cruzes e demais cidades da Região no Mapa do Turismo 2017, elaborado pelo Ministério do Turismo, e que nossa cidade tem a melhor avaliação na região.
Nós mogianos não sentimos que esta avaliação é correta, uma vez que não estamos percebendo ações por parte da Administração Municipal que levem a merecer tal colocação.
Quem vem de fora, tem dificuldade em descobrir os encantos e as belezas de nossa cidade e entender um pouco da nossa história de mais de 400 anos, pois não temos Centros de Informações Turísticas espalhados pela cidade e a ausência de uma Politica Turística, mesmo com o Plano Diretor Turístico, oferecido pelo Curso de Turismo da Escola e Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), não se vê progresso neste setor.
Dizer também que a culpa é só da Administração é leviano, pois a maioria dos cidadãos da cidade não conhecem seus pontos turísticos e para ajudar, quando a Prefeitura oferece o Turismo para Mogianos, que é um projeto fantástico, mesmo com preços populares, não existem adesões. A responsabilidade é de todos nós.
As Secretárias de Educação e Cultura em parceria com a Coordenadoria de Turismo deveriam fazer um trabalho com as nossas crianças nas escolas, mostrando para elas as nossas riquezas. Já seria um começo. A outra proposta é transformar a Coordenadoria de Turismo em Secretaria de Turismo para dar maior autonomia.
As Universidades e Escolas Particulares também devem participar deste processo, pois são formadores de opiniões. Se todos nós conhecermos o nosso território, além de valoriza-lo, também podemos apresentar para os que aqui visitam e com orgulho.
Se todos nós mogianos nos unirmos, tenho certeza que teremos ações positivas para o Turismo. Podemos começar por exemplo, pelo o nosso Centro da cidade com seus os espaços culturais, e de patrimônio históricos abertos aos domingos e feriados, proporcionando para a área central uma movimentação de pedestres e comércios.
Ai sim todos nós poderemos dizer “Viva o Centro” e seja bem vindo turista.